Domingo, 6 de setembro de 2026
Brasil

Vídeos nas refeições podem indicar busca por estímulos e dificuldade de desconexão

O hábito de usar o celular enquanto come está associado à atenção dividida e à menor percepção dos sinais de saciedade.

Vídeos nas refeições podem indicar busca por estímulos e dificuldade de desconexão

Assistir a vídeos no celular durante o almoço ou jantar pode estar relacionado a três padrões de comportamento: busca constante por estímulos, dificuldade de manter a atenção no presente e menor facilidade para se desconectar do ambiente digital. Isso não significa que todas as pessoas com esse hábito tenham a mesma personalidade.

Para algumas pessoas, fazer uma refeição em silêncio parece pouco estimulante. A tela, então, acrescenta uma segunda fonte de entretenimento ao momento. Com a repetição, comer sem vídeos, redes sociais ou séries pode passar a dar a sensação de que falta alguma coisa.

Outro aspecto é a atenção dividida. Ao acompanhar um conteúdo, a pessoa pode prestar menos atenção aos sabores, à comida e aos sinais emitidos pelo próprio corpo. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026 avaliou 50 estudos sobre alimentação com distrações. Os resultados indicaram que comer distraído pode elevar o consumo em uma refeição posterior, embora os efeitos durante a refeição variem conforme o tipo de distração.

Pesquisas anteriores também observaram que a distração pode reduzir a percepção das mudanças de saciedade. O comportamento, assim, pode aparecer em rotinas nas quais fazer uma única atividade por vez se tornou mais difícil.

O celular também pode ocupar momentos normalmente reservados para pausa, conversa e descanso. Um experimento publicado no Journal of Experimental Social Psychology acompanhou mais de 300 pessoas em refeições com amigos ou familiares. Quando os aparelhos estavam disponíveis, os participantes relataram mais distração e menor aproveitamento da interação presencial.

Ainda não é possível afirmar que ver um vídeo ocasionalmente durante a refeição seja prejudicial. Os estudos sobre smartphones apresentam resultados mistos. Uma pesquisa experimental de 2025 identificou maior ingestão de alimentos diante da televisão, mas não observou o mesmo resultado com o uso do smartphone.

A frequência é o principal ponto de atenção. Se a pessoa sente que não consegue comer sem abrir uma tela, pode testar algumas refeições sem o celular e observar como se sente. Nesse cenário, as tendências mais associadas ao hábito são a busca por estímulos, a atenção dividida e a dificuldade de se desconectar.

Texto produzido pela Redação Papo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.