A Eskimó Sorvetes projeta abrir mais 1,3 mil unidades e alcançar 3,5 mil lojas no Brasil em 2027. Para sustentar a expansão, a empresa prevê um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão.
Em 2026, a companhia reúne cerca de 2,2 mil lojas espalhadas pelo país e é apontada como a maior fabricante de picolés da América Latina. O negócio também adotou um modelo de industrialização vertical, que permite controlar diferentes etapas da produção e da logística e reduzir a dependência de terceiros na distribuição.
Ação com picolés impulsionou varejo
A primeira loja própria da Eskimó foi aberta em 2008, mas os dois primeiros meses tiveram baixa procura. O desempenho chegou a colocar em dúvida a continuidade da unidade, segundo Pedro Reis.
Para atrair consumidores, o empresário pediu à filha que reunisse cerca de 10 amigos com carros. O grupo distribuiu picolés gratuitamente e entregou, junto com cada produto, um catálogo com os itens vendidos pela empresa.
A estratégia teve resultado. Pouco tempo depois, a Eskimó ampliou sua presença no varejo e terminou aquele ano com mais de 10 lojas.
De fábrica a uma rede nacional
Antes da expansão das unidades próprias, a empresa produzia sorvetes e abastecia pontos de venda da região. Durante muitos anos, sua operação ficou concentrada na fabricação e na distribuição.
Pedro Reis comprou a Eskimó depois de enfrentar dificuldades financeiras provocadas pela falência da loja de roupas de sua primeira filha. Nesse período, ele teve um sonho que considerou “profético”. De acordo com o empresário, a organização interna mostrada no sonho seria parecida com a estrutura do negócio que comandaria mais tarde.
A empresa cresceu a partir dessa transformação e passou a operar como uma rede de lojas em diferentes partes do país. A projeção de 2027 mantém o plano de expansão, com a abertura de mais unidades e novos investimentos.



